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Análise: a seca de patrocínios esportivos em eventos esportivos.

por Daniel Krutman em Dicas - 26/05/2017

 

Sim, caro organizador, a dura realidade não cabe apenas aos seus eventos. Está mais e mais difícil conseguir patrocínios das marcas do esporte.

 

O mercado inteiro enfrentou, nos últimos anos, um esvaziamento dos patrocínios de marcas esportivas em eventos, graças à uma combinação de fatores de mercado e políticas multinacionais.

Até o início de 2010, a principal fonte de receita das empresas organizadoras, em especial os eventos participativos, era proveniente da verba de patrocinadores. Aos poucos essa realidade foi revertida e o mix de receitas foi diversificado.

 

Os organizadores perceberam que depender do mercado publicitário é perigoso para os negócios. Mas porque em tão pouco tempo essa realidade foi transformada? Tentamos aqui reunir alguns fatores primordiais que levaram esse afastamento de Nike, Adidas, Asics, Mizuno e tantas outras marcas, do seu negócio.

 

 Cenário Econômico

Durante o período de crescimento econômico brasileiro, um ciclo positivo que durou cerca de uma década surgiu, viramos o “mercado da vez” para todas as multinacionais esportivas. Não à toa fomos os anfitriões dos dois maiores eventos do mundo, escolhas feitas em reflexo deste papel de destaque, que o Brasil exercia até então. Era nossa vez.

 

É usual que os investimentos acompanhem os mercados mais pujantes. Com isso as áreas de marketing das marcas estavam com orçamento reforçado e criaram um mercado competitivo de eventos e patrocínios.

O Brasil era o queridinho dos executivos, pelo seu suposto potencial de trazer resultados. Mas isso acabou.

A diminuição do poder de consumo da população foi em alta velocidade. O PIB recuou. O dólar se descontrolou. E não tem jeito, a verba de marketing é sempre proporcional à expectativa de vendas: as baixas secam a verba.Nem mesmo os acordos de fornecimento de material esportivo se salvaram. Com a alta do dólar o custo dos insumos, tecido, mão de obra – enfim, o custo geral de um kit de participante foram às alturas.

 

 Mas o cenário econômico não está sozinho como causa. Aliás, ele serve de desculpa para fracassos com mais frequência do que deveria. Enquanto muitos sofrem e ficam pelo caminho, outros tantos encontram alternativas e sobrevivem.

 

 Estratégia das multinacionais

 Mudou também a estratégia de comunicação das grandes multinacionais esportivas. A tendência dos últimos anos é clara: menos eventos pontuais e mais movimentos contínuos, de base, como grupos de treinamento, acesso à influenciadores e um monte de investimento digital.

 

 O universo digital foi realmente avassalador neste caso. A migração intensa do investimentos para canais de comunicação on-line, é facilmente entendida: mais barato, focada no público-alvo e principalmente, mensurável em tempo real.

 

 É complexo encontrar o incremento das vendas de, por exemplo, pares de tênis, após a realização de um evento com a presença de determinada marca. As ações de vendas diretas no evento até viraram tendência, mas não pagam a conta.

 

Com isso o patrocínio em eventos ficou caro e sem um objetivo definido, escancarado e micou dentro das empresas. “É branding” – palavra cada vez mais abominada no mercado publicitário. Branding, em muitos casos, significa algo caro que não dá resultados.

 

 É possível virar o jogo?

 Mesmo com planos mirabolantes e uma entrega caprichada esse é um jogo complicado. Como a maioria das empresas investidoras são marcas internacionais, as verbas migram facilmente para outros países ou até mesmo viram economia, que ajuda a manter a margem anual.

 

Os eventos apresentam sempre as mesmas soluções de exposição das marcas, as ativações repetitivas, a entrega sempre controlada e até rústica. Isso afasta os anunciantes.

 

 Mas, o que ainda salva este mercado? Essa é fácil: o crescimento de inscrições. As marcas caíram fora, os participantes – corredores, triatletas, nadadores, bikers – caíram dentro. Trata-se de deixar a estratégia sustentável e minimamente dependente da disponibilidade de capital das marcas.

 

Em breve, em uma estratégia cíclica – como são todas – as marcas voltam. E então este investimento será muito bem aproveitado, tornando-se experiência para o cliente, preços mais competitivos de inscrições e, claro, lucro para você.

 

 Continue trabalhando forte suas inscrições, melhore já seu resultado e tenha foco em produzir a melhor experiência para os participantes. As marcas voltarão.

 

 Conte com o Ticket Agora nessa empreitada.


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