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2019 é hora de apostar no Brasil e no seu evento esportivo

por Daniel Krutman em Conteúdo - 26/11/2018

Nosso pais viveu uma crise financeira (e politica) sem precedentes nos últimos anos. A inédita marca dois anos com recessões seguidas foi um freio para todos os negócios. Entre abril de 2014 e dezembro de 2016 o Brasil encolheu 8,1%.

Houve também impacto em nosso mercado, de inscrições para eventos esportivos.

Vivemos uma estagnação nos últimos anos, tanto no número de eventos quanto no número de participantes. Um mercado que cresceu 20% até 2015, viu impacto da crise.


Resultado: organizadores quebrando, eventos encolhendo, eventos extintos. E mesmo assim sobrevivemos.


Temos a “sorte” de atuar em um mercado que representa uma tendência social, e que vai crescer, digamos, pelos próximos 100 anos.

Esta tendência não impediu a crise, mas deixou mais leve para o mercado em geral. Ajudou a criar um cenário menos crítico. Então, falamos em estagnação e não queda.

Então, o que acontece em um cenário de crescimento econômico? Crescimento forte nos negócios.

Você sobreviveu?

A esperança para 2019: como o novo Brasil deve impactar nos seus negócios

Há tendência de crescimento para o país em 2019. Especialistas apresentam previsões de crescimento entre 2% e 2,5% no PIB – essa previsão é constantemente retificada, mas vamos nessa.

2018 já será um ano de recuperação econômica, com crescimento modesto de 1,2% – estimado – mesmo com um monte de problemas políticos, reforma da previdência não aprovada, greve dos caminhoneiros.

Sabia que a greve dos caminhoneiros deve representar um impacto negativo de 0,2% no PIB 2018?

Mas fato é que o pais cresce há 8 trimestres consecutivos.

A eleição vencida pela direita liberal deve fazer reformas que ajudam o fluxo da economia, diminuem a máquina pesada do governo e deixam a vida do empreendedor mais fácil. Mas não é só isso que nos faz ficar mais otimistas.

A questão é histórica.


Desde que o PIB é medido no Brasil o comportamento da economia obedece ciclos constantes de crescimento e contração.


Note a repetição:

Após todo período de recessão, o resultado invariável é um período de crescimento. Foi assim desde a crise de 29 com inicio da Era Vargas, até hoje, com impeachment de Dilma e reviravolta no comando.

Oras, os indicadores mostram que o período de recessão acabou.

Vamos crescer, sim pelas mudanças, sim porque é um movimento natural da economia.

Mas você está pronto para inovar?

Quero surfar essa onda

Tá, o Brasil ainda é complicado. Por exemplo, somos um dos piores países do mundo para abrir uma empresa, estamos em 176olugar entre todos os países do mundo. Um horror.

Mas somos uma nação empreendedora. Mesmo com tantas dificuldades para abrir um negócio, estamos em 48o lugar entre os países que mais abrem novos empreendimentos no mundo. Mérito diante de tanto empecilho.

E a mensagem é clara: não adianta esperar a consolidação total do crescimento econômico, e cinco anos consecutivos de aumento no PIB para começar a investir, arriscar, empreender.

O movimento começa agora.

Em um cenário já consolidado – ou seja, no futuro próximo –  há menos espaço para inovação, a concorrência é mais cruel e o mercado menos flexível. Quando a onda se forma é a hora de agir.


É hora de abrir novos eventos e apostar em mercados mal-explorados. De experimentar tirar do papel uma ideia promissora.


Não é hora de aumentar os preços, mas sim de oferecer o diferente, aquilo que pode construir um futuro diferente para sua empresa, caro organizador.

Nosso mercado é ainda mais promissor

A previsão ainda moderada de crescimento econômico para 2019 vai render surpresas.

Como já vimos, se o mundo não pregar alguma peça com crises imprevistas, é certo que vamos crescer mais do que os 2% estimados pelos economistas.


E sabe quais são os dois segmentos que mais crescem durante um período de estabilidade econômica?

Tudo que está relacionado a saúde a educação.


Isso acontece porque passamos a investir em elementos que ultrapassam o que é necessidade primária.

Entre comprar arroz e feijão ou ir em uma corrida, o que você acha que uma pessoa (sã) escolhe, quando tem apenas dinheiro para um deles?

Quando há um pouco mais de dinheiro, a chamada “nova classe média” investe em si próprio.


O mercado esportivo é um dos primeiros a sentir os efeitos positivos do aumento de renda das famílias, porque é hora de cuidar da saúde.


Estamos no lugar certo, na hora certa. Na fase das grandes oportunidades, em um mercado que vai ser relevante ao menos pelos próximos 100 anos, e finalmente, nas condições ideais para inovação.

Sim, este texto á uma mensagem de otimismo para você, organizador de eventos. Mas é realista. Porque o inicio da onda começou e é 2019.

Pegue sua prancha.

 


 

Este texto foi baseado na palestra do economista Ricardo Amorim durante o RD Summit 2018. A análise, todavia, é toda feita com foco em Organizadores de Eventos Esportivos.


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